A Torre e os Fantasmas

•março 19, 2009 • Deixe um comentário

Pensando no significado da carta A Torre, do tarô: “Em sentido geral, indica dificuldades em todos os aspectos; no plano mental, adverte que o consulente está mergulhado numa situação governada pela temeridade, no qual tudo tende a ser resolvido com presunção, sem atender ao chamado do bom senso ou aos conselhos de outras pessoas. Além disso, a pessoa corre o risco de estagnação, pois se escraviza as idéias que acredita certas.”

No final das contas e apesar de tudo que me foi dito, o ser teimoso aqui insistia em segurar uma torre toda sozinho. Sério, sempre achei que tinha “paleta” pra qualquer coisa. Não que eu ache que não tenha mais, tenho sim. Mas acho que posso e devo escolher aquilo que eu quero preservar. Tristeza e desilusões ensinam a viver, tornando-nos mais fortes e aptos a viver nesse mundo, muitas vezes seco e cruel com seus habitantes. Todo o conjunto do meu passado é apenas um reflexo do que eu fui, das minhas escolhas, choros e sorrisos.

Então, ao deixar uma torre cair, me veio uma outra questão: que fantasmas poderiam surgir destes escombros? Como pagão vivo os ciclos, onde tudo tem seu início e fim bem definidos e para que eu possa finalizar questões pendentes, elas devem estar claras e bem direcionadas. Mas “limpar a sujeira” implica em também sujar as mãos ou cutucar algumas feridas, sejam as minhas ou as de outras pessoas. Nunca me achei apto a ficar julgando as pessoas e sempre que fiz isso me dei mal. Acabava errando em coisas quase que semelhantes. Mas ficar de observador já cansou, nesses últimos meses passei por várias mudanças de postura, tendo picos de raiva, ódio, amor, tristeza, depressão… mas tudo isso me guiou até um estado de auto-conhecimento que eu precisava compreender.

Dizem que “há males que vem para o bem” mas arrisco dizer que não existem males mas sim situações que põe à prova nossa capacidade, obrigando o crescimento e amadurecimento, nem que seja por lágrimas. É isso que eu quero, fechar um ciclo conturbado sem que restem fantasmas assombrando o local onde a torre cairá, pois dos escombros nascerá uma nova obra, dando início a um novo ciclo…

[des]Confiança

•março 16, 2009 • Deixe um comentário

Sabem, algo que eu digo pra quase todo mundo que me conhece: “Não confunda minha bondade com fraqueza ou idiotice.” Mas acho que nem mesmo eu venho seguindo meu próprio ditado, não estou sendo justo comigo mesmo.

O que acontece quando você descobre que as pessoas tem um julgamento precipitado quanto ao que você realmente é? Provávelmente fruto de algumas séries de mentiras que foram acumulando ao decorrer dos dias, passando essa informação a todo um grupo de amigos no melhor estilo “telefone-sem-fio”.

Pois é, no final das contas a fofoca em sí não me incomoda mais do que o fato de querer saber a origem dela. A pessoa que começou isso era alguém de confiança? Ou foi apenas um abobado que não tinha mais o que fazer da vida? Tenho minhas suspeitas, mas algumas me deixam bem tristes e gostaria que não fossem verdade.

Borboletas

•março 16, 2009 • Deixe um comentário

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana

Silêncio

•março 12, 2009 • Deixe um comentário

“Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”
Oscar Wilde

Nem tudo é fácil

•março 11, 2009 • Deixe um comentário

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada

É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas…

É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o…

É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga…

É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça…

É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o…

É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida…Mas, com certeza, nada é impossível

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,

Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Cecília Meireles

Whatever…

•março 11, 2009 • Deixe um comentário

Existem momentos na vida em que você se acha o maior idiota do mundo, fato. E geralmente eles ocorrem quando menos se espera, numa espécie de conspiração do Universo para que você se sinta completamente desconfortável com a situação em questão. Ainda mais estranho é como nos apegamos a ilusões, cenários criados em nossas próprias mentes que tentam justificar determinados comportamentos de forma irracional.

Sempre me dei bem nessa questão de abstrair determinadas situações, de forma fria e calculada. Nunca levei muita fé nas mudanças das pessoas, inclusive aproveito para parafrasear o House com suas duas máximas  “People Don’t Change” e “Everybody Lie” que tem se mostrado muito presentes na minha vida. E mesmo sabendo disto, pequenas coisas tem tido uma facilidade incrível de transpor minha guarda e me derrubar de jeito. Não que eu não tenha me esforçado o suficiente para abandonar certos cenários, só que tem surgido coisas que tem fugido da casa da razão, pelo menos da minha.

No fim, acabo quieto no meu canto, pensativo e solitário. Sou bem egoísta com meus sentimentos e são poucos aqueles que sabem realmente o que se passa na minha cabeça. De resto, sou o que todos vêem: alguém aparentemente calmo, paciente, muitas vezes com um sorriso de canto estampado no rosto mas que pode não estar traduzindo realmente o que sinto.

Como pagão, tento enxergar no meio da tempestade um ensinamento, algo a aprender e compreender. Desta vez uma frase do Oscar Wilde transmite exatamente o que quero dizer: “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.”

Agora me lembrei de um discurso do Steve Jobs, realizado numa cerimônia de formatura. Ele comentava sobre uma grave doença que havia sido diagnosticada e que poderia ser causa de morte certa. E, chegando neste ponto, ao acordar de manhã e se olhar no espelho perguntou a si mesmo: Se eu morrer hoje, morrerei feliz, satisfeito com o que sou e com o que fiz?

Tentei responder isso a pouco e as respostas não me agradaram… não era bem isso que eu esperava da minha vida aos quase 26 anos de idade.

Whatever…

PS: No auge do meu momento down, fui assistir o paredão do Big Brother e gostei da frase que o Bial falou, também do Oscar Wilde: “Quando os Deuses nos querem punir, respondem às nossas preces.”

Será?

Metade

•março 10, 2009 • Deixe um comentário

Primeiro post…

Depois de deixar a preguiça de lado, uma característica que é muito forte em minha pessoa, resolvi iniciar um blog. Não por ter algo de interessante pra escrever e compartilhar, não me acho assim tão interessante a ponto de despertar a curiosidade alheia. Mas venho tendo uma necessidade de falar, colocar pra fora sentimentos e conclusões que andam perturbando meus pensamentos.

E, como já usufruí demais da paciência de grandes amigos ouvintes, escutando meus problemas, indignações e dramas fosse a hora que fosse, decidi dar um descanso para essas pobres orelhas e tentarei ir colocando aqui meus pensamentos, dos mais idiotas até os mais sombrios…  isso se a preguiça não bater em determinados momentos.

Bom, pra começo de conversa, quero deixar aqui a letra de uma música/poema que eu acho muito bonita e que, de certa forma, reflete em muito o que eu sou e sinto.

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

 
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